Fotos dos lugares bonitos que a cidade de Belém do Pará tem para você visitar.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Emilio Goeldi
Em 1893, o governador Lauro Sodré mandou vir do Rio de Janeiro o naturalista suiço, Emílio Goeldi (Émil August Goeldi), demitido do Museu Nacional por questões políticas, após a Proclamação da República.
O zoólogo assumiu a direção do Museu com a missão de transformá-lo em um grande centro de pesquisa sobre a região amazônica. Sua estrutura foi modificada para enquadrá-lo às normas tradicionais de museus de história natural, e foi contratada uma produtiva equipe de cientistas e técnicos. Em 1895, criava-se o Parque Zoobotânico, mostra da fauna e flora regionais para educação e lazer da população. Em 1896, começou a publicação do Boletim Científico, com boa repercussão.
Grande parte da Amazônia foi visitada, realizando-se intensivas coletas para formar as primeiras coleções zoológicas, botânicas, geológicas e etnográficas. Goeldi contratou o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse, que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas”, com sublimes pranchas. (Lohse viria a ser morto, durante a Revolução de 1930, à porta do Museu).
Na virada do século, o Brasil consolidava suas fronteiras. Nessa ocasião, os limites entre Brasil e França, no norte do Pará, estavam sendo questionados por ambos os países. As pesquisas que o Museu Paraense iniciava na região, levantando dados sobre a geologia, a geografia, a fauna, a flora, a arqueologia e a população, foram decisivas para municiar a defesa dos interesses brasileiros, representados pelo Barão do Rio Branco. Em 1º de dezembro de 1900, pelo laudo de Berna, na Suíça, sede do julgamento internacional, o Amapá seria definitivamente incorporado ao território do Brasil. Em homenagem a Emílio Goeldi, o governador Paes de Carvalho alterou a denominação do Museu Paraense, que passou a se chamar Museu Goeldi
Desde 1850, a Febre Amarela causava muitas mortes em Belém. Dentre suas vítimas, incluiram-se dois pesquisadores recém-chegados da Europa para trabalhar na Seção de Geologia do Museu Paraense. Emílio Goeldi decidiu, então, incorporar-se à luta contra a doença, procurando identificar as principais espécies de mosquitos da Amazônia, bem como o ciclo reprodutivo desses insetos. As pesquisas intensificaram-se a partir de 1902, quando Goeldi publicou, no Diário Oficial, um trabalho sobre profilaxia e combate à Febre Amarela, Malária e Filariose, antecedendo as recomendações que o médico Oswaldo Cruz faria quando esteve em Belém, em 1910.
Durante a gestão Goeldi, o Museu ganhou respeito internacional. Foram desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do Museu foi reforçado com o parque zoobotânico, publicações, conferências e exposições.
Em 1907, após 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se, doente, para a Suíça, onde veio a falecer em 1917, aos 58 anos. Seu conterrâneo, o botânico Jacques Huber, assumiu a direção do Museu Goeldi.
O zoólogo assumiu a direção do Museu com a missão de transformá-lo em um grande centro de pesquisa sobre a região amazônica. Sua estrutura foi modificada para enquadrá-lo às normas tradicionais de museus de história natural, e foi contratada uma produtiva equipe de cientistas e técnicos. Em 1895, criava-se o Parque Zoobotânico, mostra da fauna e flora regionais para educação e lazer da população. Em 1896, começou a publicação do Boletim Científico, com boa repercussão.
Grande parte da Amazônia foi visitada, realizando-se intensivas coletas para formar as primeiras coleções zoológicas, botânicas, geológicas e etnográficas. Goeldi contratou o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse, que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas”, com sublimes pranchas. (Lohse viria a ser morto, durante a Revolução de 1930, à porta do Museu).
Na virada do século, o Brasil consolidava suas fronteiras. Nessa ocasião, os limites entre Brasil e França, no norte do Pará, estavam sendo questionados por ambos os países. As pesquisas que o Museu Paraense iniciava na região, levantando dados sobre a geologia, a geografia, a fauna, a flora, a arqueologia e a população, foram decisivas para municiar a defesa dos interesses brasileiros, representados pelo Barão do Rio Branco. Em 1º de dezembro de 1900, pelo laudo de Berna, na Suíça, sede do julgamento internacional, o Amapá seria definitivamente incorporado ao território do Brasil. Em homenagem a Emílio Goeldi, o governador Paes de Carvalho alterou a denominação do Museu Paraense, que passou a se chamar Museu Goeldi
Desde 1850, a Febre Amarela causava muitas mortes em Belém. Dentre suas vítimas, incluiram-se dois pesquisadores recém-chegados da Europa para trabalhar na Seção de Geologia do Museu Paraense. Emílio Goeldi decidiu, então, incorporar-se à luta contra a doença, procurando identificar as principais espécies de mosquitos da Amazônia, bem como o ciclo reprodutivo desses insetos. As pesquisas intensificaram-se a partir de 1902, quando Goeldi publicou, no Diário Oficial, um trabalho sobre profilaxia e combate à Febre Amarela, Malária e Filariose, antecedendo as recomendações que o médico Oswaldo Cruz faria quando esteve em Belém, em 1910.
Durante a gestão Goeldi, o Museu ganhou respeito internacional. Foram desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do Museu foi reforçado com o parque zoobotânico, publicações, conferências e exposições.
Em 1907, após 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se, doente, para a Suíça, onde veio a falecer em 1917, aos 58 anos. Seu conterrâneo, o botânico Jacques Huber, assumiu a direção do Museu Goeldi.
Origens
O Século XIX foi o auge das expedições naturalistas à Amazônia. Desde os primeiros anos, acorreram à região viajantes ingleses, alemães, franceses, italianos, estadunidenses e russos. A abertura dos portos em 1808, tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar a natureza amazônica.
Em 25 de março de 1871, o governo do Estado do Pará instalou, oficialmente, o Museu Paraense [1], sendo Domingos Soares Ferreira Penna designado seu primeiro diretor. Mas sua instalação foi precária. Faltava pessoal e apoio para as pesquisas. As coleções existentes acabaram se perdendo pelas más condições de conservação. A produção científica praticamente se resumiu aos próprios trabalhos de Ferreira Penna, sobre Geografia, Arqueologia e outros assuntos. Com a morte do naturalista, nos primeiros dias de 1889, o Museus ficou acéfalo e acabou sendo fechado.
Na segunda metade daquele século, o enriquecimento da região, trazido pela exportação da borracha, propiciou a formação de uma "classe ilustrada", em Belém, responsável por um movimento cultural que deixou marcas, até hoje visíveis, na cidade. A criação de associações culturais, jornais e partidos políticos; a frequente visita de naturalistas, artistas e aventureiros; o embelezamento e urbanização da cidade, fizeram de Belém a "Metrópole da Amazônia".
Três ilustres republicanos foram responsáveis pela reabertura e reforma do Museu Paraense: Justo Chermont (o primeiro governador republicano), José Veríssimo (diretor da Instrução Pública e mentor da recuperação do museu, iniciada em 1891) e Lauro Sodré (governador a partir de 1893).
Influenciados pelo Positivismo (corrente filosófica que valorizava o saber como fato útil, prático e verdadeiro), esses homens perceberam a importância que o Museu Paraense - obra bastarda da Monarquia - poderia ter.
Em 25 de março de 1871, o governo do Estado do Pará instalou, oficialmente, o Museu Paraense [1], sendo Domingos Soares Ferreira Penna designado seu primeiro diretor. Mas sua instalação foi precária. Faltava pessoal e apoio para as pesquisas. As coleções existentes acabaram se perdendo pelas más condições de conservação. A produção científica praticamente se resumiu aos próprios trabalhos de Ferreira Penna, sobre Geografia, Arqueologia e outros assuntos. Com a morte do naturalista, nos primeiros dias de 1889, o Museus ficou acéfalo e acabou sendo fechado.
Na segunda metade daquele século, o enriquecimento da região, trazido pela exportação da borracha, propiciou a formação de uma "classe ilustrada", em Belém, responsável por um movimento cultural que deixou marcas, até hoje visíveis, na cidade. A criação de associações culturais, jornais e partidos políticos; a frequente visita de naturalistas, artistas e aventureiros; o embelezamento e urbanização da cidade, fizeram de Belém a "Metrópole da Amazônia".
Três ilustres republicanos foram responsáveis pela reabertura e reforma do Museu Paraense: Justo Chermont (o primeiro governador republicano), José Veríssimo (diretor da Instrução Pública e mentor da recuperação do museu, iniciada em 1891) e Lauro Sodré (governador a partir de 1893).
Influenciados pelo Positivismo (corrente filosófica que valorizava o saber como fato útil, prático e verdadeiro), esses homens perceberam a importância que o Museu Paraense - obra bastarda da Monarquia - poderia ter.
Museu Paraense Emílio Goeldi
È a mais antiga instituição pesquisa na região amazônica, localizado em Belém, capital do estado do Pará (Brasil), cujas atividades se concentram no estudo científico dos sistemas naturais e culturais da Amazônia, assim como na difusão de conhecimentos e coleções relacionadas à região. É reconhecido mundialmente como uma das mais importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia brasileira.
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